Goldsmiths University bane venda de carne para combater crise climática

Conhecida internacionalmente pela criatividade e inovação, a Goldsmiths, University of London tem ganhado as manchetes com uma nova medida sustentável - e um pouco controversa -: a universidade baniu a venda de carne em todos os pontos alimentícios de seu campus, como forma de combater a emergência climática.


Além disso, a Goldsmiths lançou a meta de eliminar gradualmente o desperdício de plástico e aumentar painéis de energia em seus prédios. Toda a mobilização faz parte do novo objetivo da instituição de zerar a emissão de carbono até 2025.



Já no início do ano letivo em setembro deste ano, cafés e mercados da Goldsmiths já não venderão carne de vaca e garrafas plásticas de água e outros produtos descartáveis custarão 10 centavos a mais, como uma forma de desincentivar seu consumo.


Segundo Frances Corner, novo diretor da universidade e responsável pelas medidas recentes, há planos para contratar novos fornecedores de energia limpa e aumentar opções curriculares para os estudantes voltadas à crise climática.


“Embora eu tenha acabado de chegar à Goldsmiths, percebi imediatamente que nossos funcionários e alunos se preocupam com o futuro do nosso meio ambiente e que estão determinados a ajudar a entregar a mudança que precisamos para reduzir drasticamente nossa pegada de carbono, o mais rápido possível”, disse Corner em entrevista ao The Guardian.



O diretor segue as mais recentes e completas análises científicas que apontam os danos que a agricultura causa ao planeta, tendo descoberto que evitar carnes e produtos lácteos seria a melhor maneira de reduzir o impacto ambiental.


E as mudanças não param por aí. A partir de dezembro deste ano, a Goldsmiths não mais investirá em empresas que gerem mais de 10% de sua receita com a extração de combustíveis fósseis.

As notícias chegaram ao Greenpeace do Reino Unido, que parabenizou a iniciativa. “É encorajador ver uma instituição como a Goldsmiths não apenas declarando uma emergência climática, mas agindo para mudá-la”, disse que representante da organização, Rosie Rogers ao The Guardian.


“Pedimos a outras universidades que façam o mesmo, com urgência, e cortem todos os laços com empresas que financiam combustíveis fósseis como forma de responder à emergência climática”, continua.


Localizada em Londres, a Goldsmiths segue um crescente número de universidades britânicas que têm se mobilizado para reduzir a emissão de gás carbônico. Vale lembrar que o Reino Unido é, inclusive, líder em iniciativas para combater as mudanças climáticas.



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