Reta final para inscrições da bolsa Chevening: confira a experiência e dicas de quem já conseguiu um





A loveUK bateu um papo super legal com o Guilherme Fernandes que foi contemplado com uma bolsa na Durham University e compartilhou com a gente sua experiência no processo de aplicação à Chevening, e deu dicas valiosas para quem irá tentar esse ano. Vamos conferir?



loveUK: Por favor, nos fale um pouco sobre você e sobre seu curso.



Meu nome é Guilherme, tenho 32 anos e sou amazonense. Estudei economia do setor público na Universidade de Durham, no norte da Inglaterra. O curso é um “taught MSc”, que se caracteriza por um componente mais forte de horas-aula, em contraste com os “research MSc”, que focam quase que inteiramente na pesquisa desenvolvida pelo mestrando. O curso é composto por oito disciplinas, além da dissertação. No meu caso, além das disciplinas obrigatórias comuns a todos os mestrados em economia (microeconomia, macroeconomia e disciplinas de econometria), também foram obrigatórias “public economics” e “public choice”. As duas disciplinas restantes são escolhidas livremente pelo aluno.



loveUK: Como sentiu que estava preparado para concorrer à Chevening?




Ouvi falar nas bolsas Chevening pela primeira vez no fim de 2014, quando por acaso li sobre a abertura das inscrições em um grande portal de investimentos. Naquele ano, eu havia concluído a graduação em economia, e há pelo menos dois anos intencionara fazer um mestrado na área. Contudo, jamais imaginei que seria no exterior. Ao ler os requisitos da bolsa, percebi com alegria que atendia a todos eles, e consequentemente notei também que uma confluência inteira de fatores nos cinco anos anteriores – alguns premeditados, outros fortuitos – havia me preparado para aquele momento, de tal sorte que senti de mim para mim, quando li os requisitos, que o destino estava selado.



loveUK: O que foi mais desafiador nesse processo?



O processo em si é muito claro e objetivo: desde o início, você sabe exatamente o que esperam de você em cada etapa do processo seletivo, e tanto as universidades quanto o programa Chevening avaliam estrita e tão somente se você cumpre esses requisitos. Assim, eu diria que o grande desafio é já ter cumprido ou estar apto a cumprir todos os requisitos do programa e da universidade desejada no momento da abertura das inscrições da bolsa. Como em qualquer prova ou seleção, a probabilidade de sucesso é definida muito mais pela trajetória do indivíduo, de forma holística, do que pelo (relativo) pouco tempo dedicado, de forma específica, a determinada prova/seleção.



loveUK: Quais critérios usou para escolher as universidades e por fim, decidir por Durham?


É necessário escolher três universidades durante o processo, ainda que você tenha recebido desde o início a carta de aceite da sua primeira opção. Minha primeira opção, a Universidade de Durham, foi uma escolha fácil por vários motivos. O primeiro foi o curso: por trabalhar como servidor público, escolhi a universidade primeiramente por ser a única, na ocasião, que ofertava o curso de economia do setor público. Este motivo era necessário, mas não suficiente. Então, ao pesquisar mais sobre a universidade, fiquei literalmente encantado com a cidade em que está inserida, com sua história, sua infraestrutura, seus “colleges”, seu castelo, sua catedral, à proximidade aos North Pennines e à Escócia. Pareceu-me verdadeiramente um lugar mágico, saído dos filmes de fantasia. A essa altura, já não pensava mais em outras opções. Quando, por fim, tomei conhecimento de que a universidade figura constantemente nos rankings europeus e internacionais entre as melhores universidades do Reino Unido e do mundo, tive a certeza de que minha primeira e única opção era a Universidade de Durham. “Spoiler”: até hoje, cinco anos depois, continuo com a certeza de que não poderia ter feito escolha melhor!



loveUK: Qual dica você daria para quem está tentando esse ano?



Se você está apto a cumprir os requisitos, vai lá e faz acontecer! Coloque toda sua energia no processo, crie um checklist com os requisitos, destrinche-os em tarefas e subtarefas a serem cumpridas. Leia com atenção a página do programa, em particular as regras de elegibilidade. Converse com ex-bolsistas; todos têm o maior prazer em ajudar, tirar dúvidas ou dar conselhos. O Reino Unido é um país com ensino e pesquisa de excelência, não se contente com qualquer universidade, ainda que quase todas sejam ótimas. Mire e sonhe alto! Se você já está apto a cumprir os requisitos, seu maior desafio agora será “apenas” lidar com a ansiedade.



loveUK: Qual dica você daria sobre o que não fazer?



O principal é não aplicar, caso você definitivamente não cumpra algum requisito (por exemplo, se você estiver no meio da graduação). Se você tem a certeza de que não cumpre qualquer requisito, vale muito mais a pena trabalhar para alcançá-lo no futuro – e só então aplicar – do que gastar energia e tempo num processo fadado ao fracasso desde o início. Tirando essa ressalva, eu considero má ideia priorizar diferentes partes da aplicação em detrimento de outras. Não foque, por exemplo, nas redações, deixando o inglês em segundo plano (é impressionante, e triste, a quantidade de pessoas que perdem a bolsa por não comprovar proficiência no idioma a tempo). Procure criar uma aplicação igualmente forte em todos os sentidos, isto é, não deixe de dar 100% de si em 100% do tempo dedicado à aplicação.

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